gary

Magic of the Isles – Green , Gallagher , Moore

Desde que iniciei no oficio como profissional da guitarra sempre ouvi o termo “pegada de Ingles” , um dia resolvi perguntar ao produtor Liminha e este prontamente rebateu : “Estes caras das ilhas tem uma pegada diferente e comecou a mencionar os nomes : Jeff Beck , Jimmy Page , Eric Clapton , tidos como os magos do imperio Britanico em se tratando do comando da “espada real ” ou ” Royal guitar ” . Anos mais tarde comecei realmente a entender a fundo o significado deste termo e a conhecer nomes nao tao populares e que sao verdadeiros “monstros” das 6 cordas colocando uma doze de furia , paixao , sensibilidade e bom gosto irretocaveis  : Peter Green , Rory Gallagher e Gary Moore .

Peter Green :

Este Ingles nascido em 1948 foi o fundador da banda Fletwood Mac e mentor de Gary Moore quando tocava em Dublin e acabou obrigando o jovem Gary a ficar com sua “Les Paul 59” dizendo que esta seria bem tratada . Ainda vivo Green foi o unico guitarrista de Blues que B.B King se impressionou e chegou a dizer : “He has the sweetest tone i’ve heard , he was the only one one that gave me the cold sweats”.

Rory Gallagher :

Irlandes de Ballyshannon County nascido no mesmo ano de  Peter Green 1948 , ficou marcado pela sua furia ao atacar o instrumento durante os solos . Carismatico em suas performances e tambem muito ligado ao Blues , Rory preferia usar amplificadores menores ao vivo e foi o responsavel ao inspirar Brian May do Queen a utilizar o Vox ac 30 . Morreu jovem aos 47 anos apos um transplante de rim .

Gary Moore :

Irlandes do norte , da cidade de Belfast nascido em 1952 no meio do “fogo cruzado” foi destes 3 o que mais me influenciou in my  “early Days” . Na epoca eu importava os seus discos da Inglaterra e ficava horas escutando os magistrais solos de guitarra . Gary iniciou cedo e ja com 16 anos era disputado pelas bandas em Dublin . Foi da banda “Skid Row” , “Thin Lizzy” e acabou fazendo sucesso solo como guitarrista de Blues . diz uma historia que abandonou uma turne com a banda Thin Lizzy nos EUA no meio , revoltado dos colegas terem ido ao palco drogados . “Ele estava preocupado com a musica , serio com seu instrumento , nao queria as outras coisas do Rock n Roll ..” disse em depoimento Brian Downey ex-guitarrista do Thin Lizzy  . Morreu aos 58 anos durante suas ferias na Espanha e como costumo  dizer : O mundo perdeu um dos mais extraordinarios Guitar Players ever , rest in peace dear Gary ..

greenrorymoore

H56

O H56 pode ser um grupo novo no caldeirão borbulhante das novas bandas que pipocam Brasil afora neste começo de século XXI, mas é verdade também que a banda já começa com uma história que não pode ser ignorada. Entre os seus integrantes encontramos o guitarrista Jorge Shy e o baterista Alfredo Dias Gomes, ambos da formação original dos Heróis da Resistência, uma das bandas de maior sucesso na década de 80, reconhecida pela explosão musical do rock brasileiro e que uniu quantidade e qualidade nos toca-discos daquela época.

Heróis Três

Na cena musical, os termos “pop” e “comercial“ andam, invariavelmente de mãos dadas. Um pode ser o resultado do outro e vice-versa. Então, como diferenciar o pop de qualidade do pop oportunista, já que ambos almejam, igualmente, o sucesso comercial? A resposta está em quem faz. Quando ele é feito por um grupo ainda novo na cena, mas já bastante tarimbado como o Heróis da Resistência, é preciso que se atente para os envolvidos. No caso, os Heróis tem à frente o nome Leoni, que queiram ou não, público, critica, ou simples espectadores, tem um papel importante na cena pop/rock nacional dos últimos anos, como letrista e músico participante. Sem precisar entrar em detalhes, todo mundo sabe que Leoni foi um dos responsáveis por grande parte dos maiores sucessos de seu grupo original, o Kid Abelha, onde respondia pela maioria das letras. E é justamente nas letras e composições de Leoni que reside a diferença que separa o Heróis da Resistência da maioria dos grupos oportunistas, que entram nessa apenas como aventura. Nessa investida em novo grupo que chega agora ao terceiro e decisivo LP, Leoni teve a felicidade de encontrar a guitarra e a parceria de Jorge Sky, outro jovem talentoso que responde pela ”face sonora” do Heróis. Leoni e Shy, com seus talentos, quase repetem parcerias históricas do pop/rock. E o “quase”, a cada momento se transforma em afirmação, tais os avanços alcançados. Eles podem ser notada ao longo das dez faixas, incluindo uma vinheta de abertura, “Greenpiece”, onde Jorge Shy mostra todo o seu virtuosismo como instrumentista. Leoni continua o bom letrista de sempre, rico em palavras e rimas, desta vez abordando temas que refletem no cotidiano atual do planeta, tendo em ponto de vista o Brasil. Em duas delas ele abre a parcerias. Uma, “Sexo e certezas”, com Jorge Shy, e outra, “O fim da estrada”, a faixa que encerra o disco, com Dulce Quental, outro grande talento da pop brasileiro, que como Leoni, possui grande sensibilidade e personalidade. No geral, um trabalho que passeia por baladas que Leoni sabe construir tão bem, como “Sinal dos tempos“ e “O que eu sempre quis”, e canções francamente rock como “Rio” e “Nova onda, nova droga”. Gravado e mixado entre novembro de 89 e março de 90, no “Nas nuvens”, com produção do grupo em parceria com Ricardo Garcia. “Heróis Três” conta com a forcinha de vários amigos do grupo em diversas faixas, sendo uma especial, os vocais do também talentoso guitarrista Edgard Scandurra (IRA!), em “Diga não!”. Em síntese, “Heróis Três” tem o vigor e o frescor de um disco de estréia, só que sem as invariáveis indecisões destes e com a dose de profissionalismo e competência de quem tem conhecimento da estrada e sabe o que está fazendo. Como o número do disco, o Heróis é agora um trio, formado pelo baterista Galli, que parece estar no time desde o começo, tal a sua intimidade com o trabalho do grupo. Um disco de alta rotação que ouvidos não poluídos captarão com prazer, de um grupo que caminha para alcançar o perfeito equilíbrio.

Religio

Heróis da Resistência nasceu em ’86 quando Leoni deixou o Kid Abelha, onde ele era baixista e o principal compositor, visando continuar sua carreira na música.
Religio é mais uma pérola nacional. Um ótimo álbum mas nem tanto conhecido. O segundo álbum de estúdio da Heróis da Resistência, lançado no ano de ’88, trouxe um Heróis diferente do primeiro álbum de ’86. Não abandonaram totalmente o rock do primeiro disco mas, neste álbum, eles usaram elementos mais pop nas músicas, muitas tiveram a bateria original substituída pela eletrônica, dando um ar de synthpop (ContatoHunt To Feed YouNarciso…) que já era muito comum na época, além de algumas composições estarem em inglês. Tank é uma música instrumental e agressiva. As músicas deste disco não tiveram um enorme sucesso como algumas do primeiro, mas nem por isso deixam a desejar. Contato e Silêncio foram bem executadas nas rádios da época. Foi gravado no estúdio Ocean Way e Take One e mixado no Studio 55, todos em Los Angeles, e produzido por Liminha, que produziu diversas bandas nacionais nos 80’s.

Heróis da Resistência

Completando o quarteto , o herois da Resistencia tem tambem o seu enfant terrible , o guitarrista Jorge Shy de 18 anos , que teve habilidade em recolher e selecionar as referencias certas entre os grandes guitarristas do mundo para forjar seu estilo rapido e economico , nem tanto eddie Van Halen , nem tanto Carlos Santana . Acima de tudo , Jorge nao deixou que as influencias , por mais assumidas , sabotassem o frescor e a espontaneidade de um jovem da sua idade.