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JAZZ AHEAD – BREMEN – 2016

Uma feira na simpatica cidade de Bremen situada no Norte da Alemanha e que e foi palco de mais um encontro de profissionais da industria que movimenta o “mercado do Jazz” .Musicos , produtores , jornalistas , pesquisadores ,donos de clubes espalhados por toda parte da Europa e do mundo , com o unico objetivo de promover a nova musica que e feita nos 4 cantos do planeta .O curioso e que o jazz / musica instrumental feita na Europa e principalmente nos paises escandinavos  gozam de uma liberdade que vai alem das regras propostas pelo Jazz norte americano e que tambem sempre deixou claro : “Liberade de expressao”.Trios com: baixo ,trompete e bateria , ou que tal um alaude arabe no meio do piano e saxofone ? sao formacoes e ideias e que propoem novas descobertas deste novo cenario do JAZZ ?? or what is it called ??!

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shy meets robben

SHY ENCONTRA ROBBEN FORD

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Acompanho a sua carreira desde os anos 80 e sempre me identifiquei muito com sua musica , talvez por ser um guitarrista que teve um “background” parecido com o meu , o  de “Rock / Blues” e seguiu para o Jazz  atraves do estudo aprofundado em seu instrumento.

Me lembro ainda hoje ao ouvir a banda “Yellow Jackets” formada apenas por feras de estudio de L.A com :Russell Ferrante, Jimmy Haslip , Ricky Lawson e o proprio Robben Ford , ficar impressionado com a simplicidade e bom gosto dele .

Robben foi um dos ultimos “guitarman” a tocar com Miles Davis e teve uma oportunidade unica de fazer um show com George Harrison no Canada , pronto : toca Blues , Jazz , Rock , George , Miles , virou meu “Heroi” .

Durante os meus 5 anos nos EUA , tive a chance de assisti-lo algumas vezes mas nunca  ir de encontro ao grande mestre . Desta vez seria diferente , alem de estar tocando na minha cidade , senti que tinha algo em comum para poder encara-lo frente a frente .

Robben entrou no palco , tenso , sem paciencia e criticava a plateia por insistir em “clicar” com seus telefones , dizia : vcs vieram ouvir musica ou tirar fotos ?! , mas nem de perto tirou o brilho e o vigor de sua musica . Ao final do espetaculo vou falar com o “Edgar” proprietario da casa que me diz :Olha , se eu fosse vc nao iria , ele nao e muito simpatico , nao e que nem o “B.B. King”  . Pensei por um minuto e resolvi correr o risco , fui para o camarim e fui recebido inicialmente pelos simpaticos  musicos de “Nashville” que o acompanhavam e conversamos um pouco sobre as viagens que teriam pela frente .

Robben aparece logo depois com um copo de vinho na mao , aspecto cansado , trocamos algumas palavras sobre a cansativa viagem ate o Brasil , entrego o meu CD e digo que “Berlin Night” foi em homenagem a ele e Eric Johnson , um sorriso seco e me pergunta o estilo da musica ?  falamos sobre guitarras e pergunto sobre a Gibson SG que usava naquela noite , disse : “It’s a 68 that i bought for a very good price , changed some parts , but sounds great” disse satisfeito ,  nos despedimos e quem sabe ate uma proxima ? disse eu , maybe in my city ( L.A) next time replica o grande mestre das 6 cordas and Why not ?

J.Shy

Beatles

O Mundo magico dos Beatles e de Marcus Rampazzo

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Era mais uma tarde fria de julho na Sao Paulo do inicio dos anos 80 , mais precisamente no ano de 1981 ,eu um simples aprendiz de guitarra me preparava para a maior aventura da semana , pegar um onibus eletrico na rua Augusta e ir ao centro da cidade e trocar para outro onibus que me levaria ao extremo leste da cidade : “Vila Prudente” . Meus amigos , familiares , todos perguntavam : nao tem um professor mais perto nao ?? era dificil de explicar mas eu estava indo para um “lugar dos sonhos” . Ao entrar naquele sobrado e adentrar pelo corredor escuro chegava-se em uma sala repleta de guitarras antigas , posters dos Beatles , retratos do George Harrison , amplificadores dos mais diferentes modelos , caixa Leslie , orgao hammond , pedal Steel , Dobro , Gretcsh , Rickenbacker , Fender , Gibson .. e um mago por tras daquilo tudo . Era como se por algumas horas do dia eu me tranporta-se para um lugar magico , apenas quem frequentou aquilo sabe o que estou dizendo . Dizia ele “O que quer aprender hoje ” ? eu com os olhos brilhando timidamente falava : como e aquele solo de “Your Bird can sing “? ele pegava a guitarra certa , ligava no amplificador ideal e as notas vinham como se eu estivesse ouvindo os Beatles em Abbey Road e nao ficava por ai , e aquele solo do “Whole lotta Love” ? e la ia ele novamente , desta vez uma “Les Paul” ligada em um Fender Twin com um pedal da T.C Electronic e tocava nota por nota como se fosse o Jimmy Page , era inacreditavel o talento deste grande guitarrista . Voltava no final do dia alegre , satisfeito e cheio de sonhos em um dia poder seguir aquele caminho ..

Uma pena pois acabou pouco valorizado e acredito que isto o tenha levado a ter fortes depressoes nos ultimos anos , quando estive la em outubro de 2013 para uma materia do programa Passagem de som do SESC TV , la estava ele com o mesmo ar infantil e curioso a me mostrar todos aqueles instrumentos e la ia eu novamente visitar a “Dreamland” of my early days in Music ..

thanks Marcus Rampazzo , Strawberry fields forever .

Jorge Shy

Encontro com Patricia Barber

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Ela toca no Green Mill , um bar que ficou famoso por ser o favorito do Gangster “AL Capone” todas as segundas feiras ha mais de 15 anos . Patricia Barber , pianista , cantora , compositora , songwriter de Chicago e que faz um Jazz sofisticado como poucos . Conheco e admiro seu trabalho ha muitos anos e sempre tive a curiosidade de poder encontra-la no seu reduto . Pois no ultimo dia 15 de fevereiro tive a oportunidade de estar na cidade de Chicago e poder realizar um “sonho de menino” . Ao chegar no Green Mill digo ao Hostess , i came here to see Patricia playing ! please give the best seat available ! e la estava eu em uma mesa na frente da grande poetisa do Jazz . Suas letras , a forma de cantar e de rara beleza , sua voz de uma afinacao impecavel se parece com um trompete suave e com brilho intenso . Ao improvisar no piano uma linguagem do jazz classico apoiado em sons abstratos que provocam arrepios , como quando coloca um molho de chaves sobre as cordas graves do piano para produzir um efeito surreal e minimalista . Ao final do set me apresentei como um admirador de sua arte e como musico brasileiro . Recebo um sorriso sutil , um aperto de mao firme e trocamos algumas palavras sobre Leni de Andrade e Jobim . Ao voltar para o segundo set , ela olha para mim e diz com uma modestia e simplicidade que cabe apenas aos grandes ” sei que vcs fazem melhor do que nos , mas aqui vai mesmo assim .. “Indulge me” e toca um arranjo de triste do maestro Tom , cantando em bom Portugues  , boa pronuncia e cheia de swing ..sim , a missao em Chicago havia sido cumprida !