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A Magia do Sul – Nashville – Music city

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Quando migrei para a musica instrumental no inicio dos anos 90 e durante anos experimentei novos estilos e sons ate finalmente encontrar o “Shy Sound”, os que realmente conhecem a minha musica sempre notaram a influencia do Blues e da Country music fundidas com outros estilos , principalmente nas introduções e temas para violão solo . Pois desta vez consegui realizar um grande sonho de visitar a capital da musica Country e poder comprovar que Nashville no Tennessee e muito mais do que isso . Nos meados de 1955 este visionário e grande guitarrista Chet Atkins criou o “the Nashville sound” grupo de músicos de estudio que ajudou a influenciar e mudar o rumo da musica para sempre : Elvis Presley , Beatles , Stones , Hendrix , Dylan , todos estes gênios seriam influenciados por esta turma e sem falar na produção em massa de alta qualidade da musica country . Ao caminhar pela music row , local aonde estão todas as grandes gravadoras : DECCA , WARNER,  RCA e que foi responsável e único estudio a registrar 1.000 top hits “worldwide”, sente-se uma energia diferente e com certeza ao entrar no “Musicians Hall of Fame”a emoção e forte e poder presenciar tanta coisa importante no mundo musical e que foi influenciado por esta cidade do Tennessee .

Minha missão vai alem ,fui atras da busca para aprender um dos instrumentos mais importantes do “Nashville Sound”  o Pedal steel , esta guitarra de 10 cordas e que troca de tom através de 3 pedais acionados com o pe esquerdo e acelerado pelo volume no pe direito .

“It was here that I really learned to play the Guitar”( Jimmy Hendrix , sobre os 3 anos que viveu em Nashville )

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abs ,

Shy

 

Nash Sunset – guitar intro

 

ANGUISH

ANGUISH

Uma vez um amigo disse : Como artista você deve sempre canalizar as experiencias negativas vividas para a musica , uma forma “branda de Sofrer”. Pois o tema Anguish gravado em Junho deste ano veio como resposta ao meu sofrimento . Perdi minha querida Avo Maria Cecilia , sempre muito presente em minha vida e somando-se isto a mais algumas desilusões , me fizeram mergulhar no lado escuro da mente . Nada grave se nao fosse a presença da musica que ja havia me salvado em outras situações difíceis . Nesta formação clássica do TRIO de guitarra procurei insinuar o vazio ao qual pertencia apenas uma melodia simples e abstrata que se alterna entre os compassos 3/4 e 4/4 e como ja dizia o poeta  : “SO GREAT WAS THE EXTREMITY OF HIS PAIN AND ANGUISH , THAT HE DID NOT ONLY SIGH BUT ROAR”

J. Shy

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“Guitar Shops”

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Em tempos que “lojas fisicas” sao cada vez mais ameaçadas pela Internet , segundo uma pesquisa recente em 10 anos e possivel que 85% das compras sejam feitas apenas “On Line” , e o que vai acontecer com os “Guitar Shops” ?!

Como de costume sempre que viajo visito estas lojas com a finalidade de conhecer produtos novos e encontrar instrumentos antigos e de origem diversa . Sempre com muito charme estes locais oferecem o conforto necessario para que o amante da guitarra se sinta em casa . Lustre de Cristal , um bom sofa de couro , tapetes Persas e varios instrumentos antigos ou novos para satisfazer a curiosidade . E assim por exemplo na Denmark st. em Londres aonde lojas como a “Hanks” que ganha o titulo da mais antiga da cidade se especializa em instrumentos do inicio dos anos 60 , as famosas “Eko” Italianas cheias de charme  ou que tal as “Framus” “German made” compactas e muito interessantes , a marca que iniciou em 1945 apos a guerra e faliu em 1975 ( recentemente a empresa voltou ao mercado ).

Em Hamburgo visitei a loja da “Just Music” ( importanate rede de lojas da Germania ) e que funciona em um “Bunker” literalmente , com o pe direito gigante , os instrumentos se dividem pelo enorme espaço que faz vc viajar no tempo .

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Poderia passar minutos , horas , dias experimentando e vendo de tudo um pouco . Confesso que ja sofri com o fim das lojas de CD e Vinil e que sempre foram espaços de muita informaçao e cultura e rezo para que os “Guitar Shops” possam ter a força necessaria para continuar a viver neste mundo cada vez mais digital  . Viva a Musica !!!

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Guitar Talk

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Bremen – Jazz Ahead – 2017 com Teemu Viinikainen ( Finland )

Ao participar de uma feira de jazz , estou sempre em busca do novo , uma tentativa de acompanhar os novos caminhos propostos pelo Jazz feito atualmente . Dois guitarristas me chamaram a atencao e pude conversar com ambos e dividir aqui um pouco da minha exeperiencia :

Conversei com o guitarrista Finlandes Teemu Viinikainen apos o show com o trompetista Verneri Pohjola que faz um jazz moderno e de muita personalidade .

Shy – Vi que vc usou uma guitarra bastante especial , que instrumento e este ?

Teemu – Uma Kay Swingmaster de 61 , mas meu instrumento principal e uma Gibson L4 de 1945

Shy – Uau !!! Incrivel ..seu som e bastante puro e gostei como usa a alavanca , quem foram as maiores influencias ?

Teemu – Wes , Pat Metheny e Kurt Rosenwinkell ..

Shy – Obrigado Teemu !!

Curiosidade : As guitarras ‘Kay” foram fabricadas em Chicago entre os anos 30 e 60 , sua proposta eram instrumentos mais baratos que as Gibson ou Fender e que tivessem personalidade . Entre as Lendas do Jazz o guitarrista Barney Kessell chegou a tocar com um modelo feito exclusivo para ele . Segue um link para quem tiver curiosidade em ver o Teemu .
https://www.youtube.com/watch?v=Blt87CkHXPA

No proximo Blog conto aqui meu encontro com o Julian Lage ..

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Shy

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SHY Guitar tales – A guitarra nos anos 80 – “Mabelle”

Nos anos 80 a moda era ter uma guitarra feita por encomenda , a sonoridade com um timbre mais aberto era uma forte caracteristica assim como pinturas metalicas e extravagantes  . As fabricas demoraram para entender o tipo de instrumento preferido pelos roqueiros da epoca e aos poucos marcas como Charvel , Kramer , ESP , Ibanez foram introduzindo no mercado as novas exigencias de consumo . O principal era ter uma alavanca com o sistema “Floyd Rose” criada por “Eddie van Halen” o grande guitarrista revolucionario da epoca , captadores de alta impedancia ( ativos ) que eram alimentados por uma bateria de 9v para garantir o poder dos mesmos e no resto detalhes de cores e desenhos que cada um buscava e “customizava” ao seu modo .

Foi nesta epoca , em que morei 4 meses em Los Angeles com os Herois durante a gravacao do disco “Religio”,  que conheci a oficina do Mark Lacey . Ainda no inicio de carreira este Ingles que havia se formado na “London College of Furniture & Interior Design”parte da Guildhall University hoje , iria se interessar pela antiga arte da “luteria”.

Hoje em dia o re-nomado “Luthier” e especialista em guitarras semi – acustica e ja prestou servicos para : Aerosmith, America ,Credence Clearwater Revival, Duran Duran, Herb Ellis, Pink Floyd, John Fogerty, Peter Frampton entre outros . Realmente tive sorte ao entrar neste pequeno oficina localizado em North Hollywood sem saber quem era ou viria a ser o Mark Lacey , para construir o prototipo de uma stratocaster moderna que seria batizada de “Mabelle” . O instrumento era muito simples : tarrachas pretas assim como a ponte Floyd Rose e captadores EMG . Foi um instrumento que marcou uma importante fase da minha vida como profissional . “Mabelle” nao desafinava , muito precisa e sempre fiel ,  com ela gravei o disco “Tres” dos Herois da Resistencia no ano de 1990  , atente para os solos de : “O Heroi que mata” e ” Cancao da Despedida ” para ouvir o timbre matador do instrumento . Infelizmente acabei me desfazendo desta guitarra que deixou sua marca em tantos registros em  CD , Vinil e Videos de shows entre os anos de 1988 e 1991 . 

 

“Michelle, ma belle
These are words that go together well
My Mabelle ..”

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http://www.laceyguitars.com/

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Qual Modelo de Strato ou Tele comprar ??

Costumo ver muitos  amigos , alunos , colegas sempre em duvida na busca por uma boa guitarra na hora de investir : seria Fender ou uma Gibson ? , principalmente aqui no Brasil , pois sao marcas tradicionais e satisfazem aquele desejo de ter a guitarra dos nossos “Herois”.  Muitas vezes a quantidade de modelos que estas industrias fazem e lancam anualmente chega a ser assustador como : Reissue , Signature model , Custom shop , Relic ,  American Special , classic , de luxe , ufa ..muita coisa .

Estou no ramo ha mais de 30 anos e ja tive a oportunidade de ter e tocar muita coisa e sigo ainda conhecendo muita coisa nova como parte do meu oficio . Resolvi avaliar as 3 principais guitarras : Fender Stratocaster , Telecaster e Gibson Les Paul nos seus modelos mais basicos sem passar por instrumentos de tiragem limitada , Signature models  ou “Custom shop” que podem chegar a custar uma pequena fortuna .

FENDER STRATOCASTER :

American Elite stratocaster : Seria a nova versao que a Fender trouxe para o mercado , conta com um sistema de captacao moderno ( new 4 generation models ) e no resto detalhes de acabamento e escolhas de cores e braco em V ou C  = U$ 1.800

American Standard : O modelo mais basico da Strato feita nos USA , no detalhe para os captadores “custom shop fat 50’s” , cores , C shape  , na faixa de = U$ 1.400

American Special : model simplificado e com madeiras de corte duvidoso , menos opcoes de cores e detalhes de tarrachas e ponte inferior ao modelo acima , com o mesmo captador “custom shop 50’s ” = U$ 1.000 ( aqui vc ainda leva o hardshell case )

Standard Stratocaster : modelo simplificado feita no Mexico . Todos os detalhes mais simplificados : captadores normais de ceramica , knobs e pick ups nao sao “envelhecidos” ( visual ) sem “Hardshell” vem com uma soft bag = $ 600

OBS : para simplificar o artigo a telecaster apresenta praticamente a mesma variacao da Stratocaster.

GIBSON LES PAUL :

Standard : modelo principal , ainda continua sendo o mais procurado = US 3.000

Traditional : seguem as caracteristicas do modelo acima , porem com acabamento de madeira inferior = US 2.500

Classic : Normalmente os captadores sao abertos , uma guitarra ainda com otimas caracteristicas =U$ 2.300

Studio : Corte de madeira inferior , normalmente com tipo de pintura simplificada ,  captadores de menor qualidade assim com detalhes no braco  = U$ 1.500

Tribute : Foi aonde a Gibson conseguiu chegar a um preco de mercado mais acessivel , o instrumento e muito inferior aos demais = U$ 800

 

Na minha  modesta opiniao : Guitarra tende a variar muito de uma pra outra , ja toquei Fender mexicana que bateu em “American standard” , ja toquei Telecaster Thin Line que ficou devendo frente a uma Japonesa , recentemente toquei uma “Elite” da Fender e que achei sem “alma de stratocaster” no som final . Por isso e sempre importante experimentar e lembrar que instrumentos feito ha 20 anos atras ( bom estado )  contam com madeira melhor , acabamento mais fiel a tradicao , o som ja esta pronto e podem influenciar em melhor qualidade no timbre . As Gibsons tendem a variar menos mas algumas “Studio” e principalmente as “Tribute” nao apresentam o som caracteristico de uma verdadeira “Les Paul” , Ja toquei “Epiphone Les paul” que jantou as acima citadas !!!  Sera que vale a pena comprar apenas pela marca e modelo com um  case de luxo que hoje em dia engana muito na hora da compra  ?!? cuidado e Boa sorte !!

Shy

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Magic of the Isles – Green , Gallagher , Moore

Desde que iniciei no oficio como profissional da guitarra sempre ouvi o termo “pegada de Ingles” , um dia resolvi perguntar ao produtor Liminha e este prontamente rebateu : “Estes caras das ilhas tem uma pegada diferente e comecou a mencionar os nomes : Jeff Beck , Jimmy Page , Eric Clapton , tidos como os magos do imperio Britanico em se tratando do comando da “espada real ” ou ” Royal guitar ” . Anos mais tarde comecei realmente a entender a fundo o significado deste termo e a conhecer nomes nao tao populares e que sao verdadeiros “monstros” das 6 cordas colocando uma doze de furia , paixao , sensibilidade e bom gosto irretocaveis  : Peter Green , Rory Gallagher e Gary Moore .

Peter Green :

Este Ingles nascido em 1948 foi o fundador da banda Fletwood Mac e mentor de Gary Moore quando tocava em Dublin e acabou obrigando o jovem Gary a ficar com sua “Les Paul 59” dizendo que esta seria bem tratada . Ainda vivo Green foi o unico guitarrista de Blues que B.B King se impressionou e chegou a dizer : “He has the sweetest tone i’ve heard , he was the only one one that gave me the cold sweats”.

Rory Gallagher :

Irlandes de Ballyshannon County nascido no mesmo ano de  Peter Green 1948 , ficou marcado pela sua furia ao atacar o instrumento durante os solos . Carismatico em suas performances e tambem muito ligado ao Blues , Rory preferia usar amplificadores menores ao vivo e foi o responsavel ao inspirar Brian May do Queen a utilizar o Vox ac 30 . Morreu jovem aos 47 anos apos um transplante de rim .

Gary Moore :

Irlandes do norte , da cidade de Belfast nascido em 1952 no meio do “fogo cruzado” foi destes 3 o que mais me influenciou in my  “early Days” . Na epoca eu importava os seus discos da Inglaterra e ficava horas escutando os magistrais solos de guitarra . Gary iniciou cedo e ja com 16 anos era disputado pelas bandas em Dublin . Foi da banda “Skid Row” , “Thin Lizzy” e acabou fazendo sucesso solo como guitarrista de Blues . diz uma historia que abandonou uma turne com a banda Thin Lizzy nos EUA no meio , revoltado dos colegas terem ido ao palco drogados . “Ele estava preocupado com a musica , serio com seu instrumento , nao queria as outras coisas do Rock n Roll ..” disse em depoimento Brian Downey ex-guitarrista do Thin Lizzy  . Morreu aos 58 anos durante suas ferias na Espanha e como costumo  dizer : O mundo perdeu um dos mais extraordinarios Guitar Players ever , rest in peace dear Gary ..

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Jazz & Vinho

A minha historia com o vinho teve inicio cedo , o sitio em que cresci fazia fronteira com a  Vinicola e  adega “Sta. Terezinha” no municipio de Mailasky em Sao Roque (SP ) , ali eram produzidos vinhos de baixa qualidade e como dizia meu sabio Avo : “rosado”,”licoroso”e”doce” nao sao boas qualidades para um bom vinho , mas para um  garoto de 13 , 14 anos , ficava admirando a beleza do parreiral e o cheiro forte da madeira e uvas ali dispostas sempre em grandes toneis de carvalho . Nao saberia prever que um dia seria um entusiasta da bebida e fazendo da “Eno cultura” parte fundamental da minha vida .  O produto “Jazz & Vinho” foi criado por mim no ano de 2014 e sua finalidade , contar uma breve historia do Jazz intercalando com a degustacao de um vinho que tivesse a ver com a epoca , com a musica a ser apresentada e assim por diante . Sim , Vinho para mim sempre vai ser associado ao Jazz pela sofisticacao da harmonia , riqueza de aromas e complexidade da improvizacao . No proximo dia 28 de setembro realizo em parceria com o Sommelier Rodrigo Domingues da “Sante Vinhos” e da escola  “Musicenter” a segunda edicao do “Jazz e Vinho” que sera realizado das 20:30 as 22 hs .

Reservas e info  pelo telefone 3889 9084 , vagas limitadas !

gde abs ,

Jorge Shy

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“The Last Generation connected to the Great War” – Who is Jorge Shy

QUEM E JORGE SHY ? ( a ultima geração ligada a grande guerra )

O músico Jorge Shy nasceu na cidade de São Paulo e cresceu em uma casa com muita música. O pai, Silvio Fernandes, um publicitário de Natal (RN), foi criado no Rio de Janeiro na época em que o Beco das Garrafas fervilhava e a bossa nova explodia mundo afora. Desde cedo mostrou para o filho a obra espetacular de nomes como Tom Jobim e Elis Regina, mas também incentivava o menino a escutar Glenn Muller, Duke Ellington, Tommy Dorsey, os Beatles e Sinatra, entre outras influências.

“Meu pai nasceu em Natal na época em que a cidade abrigava uma base aérea dos Estados Unidos, durante a Segunda Guerra Mundial. A música e os costumes dos americanos chegavam com força naquela ponta do Brasil e ele foi muito influenciado por esse clima. Desde pequeno, me lembro dele me chamando para ouvir o ‘piston’ (trumpete) do Louis Armstrong ou um disco novo do George Harrison que acabara de sair. Foi assim que começou meu amor eterno pela música”, lembra o guitarrista, de 48 anos.

Educado num colégio que ficava em um bairro onde moravam muitos estrangeiros e descendentes de imigrantes (americanos, alemães, japoneses), Jorge sempre teve contato com outras culturas, principalmente a que vinha dos EUA (coisa comum para quem cresceu em SP nos anos 70 e 80). A relação muito próxima com o avô materno, Jorge Fragoso, um executivo da indústria de alumínio, também o marcou. Em meados dos anos 30, o patriarca Jorge morou em Bremen (Noroeste da Alemanha), onde aprendeu a construir aviões. Chegou a fazer estágio na “Lufftwaffe” (principal companhia aérea germânica), mas o nazismo já dominava o país e ele teve que voltar ao Brasil, enquanto Hitler espalhava seu regime de terror pela Europa e a guerra eclodia.

“Meu avô me mostrou o que era música clássica. Mas foi também a pessoa que me ensinou os principais valores universais”, conta o músico, que herdou o nome do engenheiro.

No início dos anos 80, a paixão pelos Beatles levou Jorge às aulas de guitarra. O pai dizia que ele deveria aprender violão primeiro e o adolescente acabou dominando os dois instrumentos ao mesmo tempo. Naquela época, São Paulo tinha um cenário de música inovador, com ótimas bandas como Tutti Frutti, Terco, Rock Memory, Beatles Forever e Comitatus, que precederam a explosão do rock nacional.

“Dois momentos me marcaram muito: a morte de Lennon, que me fez mergulhar fundo na música, e o primeiro show de rock em um estádio brasileiro, do grupo inglês Queen, em 1981. Ao ouvir aquele som ‘massivo’ saindo das enormes caixas, fiquei petrificado, encantado. Foi ali, naquele momento, que disse para mim mesmo: ‘É isso que eu quero fazer da vida’”, recorda Shy.

Foram várias bandas de escola, projetos amadores e semi-profissionais até o início da carreira musical nos Heróis da Resistência, banda formada em 1986.

“Quando cheguei ao Rio, eu era apenas um garoto de 18 para 19 anos, no meio de músicos de muita experiência e calibre internacional. Alfredo Dias Gomes tocava com Lulu Santos e já havia tocado com Hermeto Pascoal e Ivan Lins. Lulu Martin era um dos melhores pianistas da cidade e tocava na banda de jazz Garagem, com estrelas como Marcio Montarroyos, Arthur Maia, Mauro Senise , Rique Pantoja entre outros. Além deles, Leoni, que vinha do enorme sucesso com o Kid Abelha, e já era um dos grandes ‘hitmakers’ dos anos 80, completava os Heróis”, relata Shy. “Esse processo me fez crescer muito, pois estes músicos me puxavam para cima o tempo todo. Tive momentos muito difíceis, mas eu ia dando o meu jeito”, diz.

Na gravação do primeiro disco, conheceu o produtor Liminha.

“Ele é dono de uma personalidade muito forte. Era bravo, duro, exigente, mas também sabia ser muito gentil. Foi um dos grandes professores que tive na música”, conta.

No segundo disco, “Religio”, a banda foi convidada por Liminha, que se mudara para os EUA, para gravar em Los Angeles. Ele buscava bons músicos para executar, gravar e fazer experimentos em terras americanas. Os ‘heróis’ passaram quatro meses na América fazendo a pré-produção do disco, gravando e, depois, mixando nos grandes estúdios como o Ocean Way, onde Michael Jackson gravou “Thriller” .

“Um dia chego de carro com o Leoni e, no estacionamento ao nosso lado, para uma Mercedes conversível e vejo saindo, nada mais nada menos, que Mr. Burt Bacharah. ‘Hi Burt!’, acenamos. Lá era assim”, diverte-se.

Quando o disco ficou pronto e a banda voltou ao Brasil, a gravadora Warner soltou uma bomba, informando que o orçamento havia estourado e que não havia verba para a divulgação do álbum. Era para ser o apogeu do grupo, mas foi um revés na carreira dos Heróis da Resistência.

“Esse disco causou várias sequelas, entre elas o afastamento de Alfredo e Lulu, que ficaram descontentes com o rumo que as coisas tomaram naquela época . O Cadu (baterista) entrou e fez o trabalho do segundo disco, levando ao palco outra inovação: um computador Macintosh de última geração, que controlava os teclados e ‘sequencers’ e era acionado do palco. Ali eu diria que os Heróis, mais uma vez, inovaram na música brasileira. Foram a primeira banda a gravar e mixar um disco no exterior e levar ao palco uma tecnologia ainda inexistente no país naquela época. O fato de ser um “técnico” nunca fez do Cadu um grande baterista, e este foi o principal motivo para ele deixar a banda, dando lugar ao Galli (que saíra do grupo Hanoi Hanoi ), que se encaixava na nova proposta da banda de adicionar peso ao som do grupo, transformado num ‘power trio’. O disco ‘Heróis 3’ foi gravado no estúdio ‘Nas Nuvens’ e, desta vez, produzido pelos Heróis e por Ricardo Garcia, hoje um dos grandes masterizadores do Brasil”, relata Shy.

Na época ele estudava muito violão clássico e jazz, atingindo o auge da fase técnica como guitarrista de rock. “Por diversas vezes fui citado pela crítica por ser um guitarrista diferenciado no rock nacional. No mesmo período, comecei a sentir vontade de estudar ainda mais, de ir para os EUA e me tornar um músico mais completo”, afirma.

O “Heróis 3” não foi um sucesso comercial, mas levou a banda a rodar o Brasil. No final do ciclo, quando os músicos já se preparavam para um novo trabalho, a Warner sofreu mudanças. O então presidente nacional Andre Midani foi para a Warner Internacional, em Nova York, e a nova direção decidiu dispensar todas as bandas de rock cujas vendas estavam em declínio. Ou seja, a casa de grandes sucessos do rock nacional, como Barão Vermelho, Ira e Titãs, foi desmontada. Era o início do domínio de ritmos como axé, lambada e sertanejo.

Outro duro golpe contra os Heróis foi quando uma de suas músicas inéditas, selecionada para abrir uma novela da Globo no horário nobre, acabou cortada em cima da hora. “Aquilo foi o sinal de que eu deveria navegar outros mares e que meu ciclo nos Heróis da Resistência estava no fim. Seis meses depois, o Leoni resolveu partir para carreira solo e foi o fim da banda”, conta Shy.

O terceiro disco do grupo representou também o final de uma era de ouro do rock nacional. A obra foi recentemente eleita como um dos dez melhores discos de rock já produzidos no Brasil.

 

JORGE SHY E FORMADO EM JAZZ COMPOSITION E FILM SCORING “PELA BERKLEE COLLEGE OF MUSIC” DE BOSTON , JÁ TEM 3 DISCOS SOLOS GRAVADOS E COM ELOGIOS DA CRÍTICA INTERNACIONAL , SUA MÚSICA INSTRUMENTAL CONTINUA CONQUISTANDO MAIS ADEPTOS AO REDOR DO GLOBO .

Blog

new guitars in town ..

NEWS ABOUT GUITARS BY J.SHY

Nos dias de hoje as marcas tradicionais Fender , Gibson , Gretsch entre outras continuam dominando o mercado de guitarras porem , alguns modelos tem levantado muitas duvidas quanto a qualidade do instrumento . Com a producao de linhas mais baratas feitas na China e Indonesia,o uso de madeiras “comuns” , acabamento inferior e a ” mao de obra barata” no feitio destes instrumentos , voltaram a abrir a oportunidade para uma nova leva de “grandes Luthiers”e que seguem se destacando por construir e entregar “obras de arte” a guitarristas que buscam originalidade e qualidade excepcional. Seguem alguns destaques abaixo que vale a pena conferir .

Stephen Marchione – Este texano que produz seus instrumentos e um dos pioneiros na tecnica de unir a guitarra classica e a “Hollow body” do Jazz , usa cortes de madeira vindos da Italia e utilizadas para construir Violinos e Cellos .

Victor Baker – Baseado em Nova York , ele  desenvolve o instrumento de acordo com as caracteristicas de seus clientes , outro notavel que trabalha cada detalhe com muita elegancia .

Jericho Guitars – tambem feita no Texas segue a linha mais “Rocker” e apresenta modelos muito interessantes e com uso de madeira e componentes diferenciados baker .

www.marchione.com
www.victorbakerguitars.com
www.jerichoguitars.com

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Shy